6 de jun. de 2011

Abraço


Isso é de uma sutileza tão linda:

Abraço é como um laço apertado.
E por isso, parece um presente.

Marcela Egito

Adoro os textos publicitários dela e agora também seus “devaneios”...

5 de jun. de 2011

O fim


Eu não suportava vê-la triste ou sofrendo. Aquilo me doía tanto. Era como se estivessem arrancando um pedaço de mim. Hoje estou em pedaços... Ela está bem. E tudo indica que com outro alguém... Eu não suporto isso. Não estou suportando. A angústia já ultrapassou o limite de segurança. Está sendo um fim digno de algum filme de Julian Schnabel. A minha vontade é de correr ao seu encontro, abraçá-la e nunca mais soltar... Estava me lembrando que logo no começo quando estávamos nos conhecendo, nós conversávamos no hall do prédio dela quando de repente chegou um “mensageiro” com uma carta e uma rosa. Ela simplesmente ignorou o “presente” e aquilo de certa forma mexeu comigo. Hoje, eu estou do “lado” da pessoa que enviou aquele presentinho pra ela naquele dia. Ela me ignora. E ignora todas as minhas tentativas de aproximação. É como eu estivesse abraçando sozinho, amando sozinho, querendo o nosso bem sozinho... Já não sou mais o “Ti” que ela tanto amou.

Eu te amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

By Tom Jobim e Chico Buarque

4 de jun. de 2011

Chamado

Vejo as sombras de um passado que não volta mais,
um presente que não passa e um futuro que não existirá.

Perder e ficar na profunda escuridão,
onde o único caminho é aquele sem volta.

Esquecido com todos seus erros guardados pra si,
sem o direito a um julgamento.

Sentença que pagarei por toda minha vida,
vida em morte no vale dos esquecidos.

Verme

 
Quando você esteve aqui antes
Eu não pude nem te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pena
Em um mundo bonito
Eu queria ser especial
Você é tão especial
Mas eu sou um verme
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita
Eu quero que você perceba
Quando eu não estiver por perto
Você é tão especial
Eu queria ser especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Ela está fugindo novamente
Ela está fugindo
Ela corre, corre, corre, corre
Corre...

Seja lá o que te faça feliz
Seja lá o que você deseje
Tão especial ...
Eu queria ser especial
Mas eu sou um verme,
Sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Eu não me pertenço
 
By Radiohead

1 de jun. de 2011

Flor


Saudade de quando ela se arrumava pra mim.
Perfumava-se pra mim.
Maquiava-se toda pra mim.
Ela é a flor mais bela entre todas as outras.
Ela sabia ser.

Sonhos utópicos

Não precisa me perdoar agora. Basta deixar que eu te mostre o quanto mudei e amadureci. Você devia tentar deixar eu te fazer feliz. Meus planos são o seguinte:

A ideia era noivar, pois já nos conhecemos demais e seria legal mudarmos de “status” para colocar nosso relacionamento em outro plano. Mas talvez você ache que estou exagerando demais, pois você não sabe ainda se vai agüentar ficar comigo... Olhar para minha cara... E outras coisas mais. No começo eu iria falar por mensagem, e-mail ou pessoalmente com os seus amigos. Iria pedir desculpas por tudo que fiz e dizer o quanto quero ficar com você para sempre. Iria pedir o “apoio” deles ou pelos menos a imparcialidade, pois são importantes para você e consequentemente para a nossa vida.

Queria voltar a fazer as coisas juntos, como fazíamos antes. Queria te deixar no trabalho ouvindo a Nova Brasil com você cantando todas as músicas. Depois a gente marcava pra se encontrar na academia. Depois íamos lá pra casa tomar um banho e depois jantar... Podíamos pegar um cinema ou simplesmente ir para a sua casa. Eu deixaria você ficar com seu programa fixo nas quartas e nas sextas, íamos ao Mari. Depois de tomar algumas bebidas no Mari, íamos lá pra casa transar a noite inteira... No sábado pela manhã íamos malhar ou praia, depois almoçar na sua casa e dormir agarradinho à tarde. À noite íamos passear com nosso filho e fazer tudo que ele gosta. Alugamos uns filmes e assistimos a base de vinho e algumas comidinhas gostosas. Domingo é dia de acordar tarde, escrever, navegar na internet e ler revistas e livros... Fazíamos algum passeio com nosso filho e conversávamos sobre os nossos planos de casamento (pois já somos noivos), apartamento, viagens...

Tenho tantos planos pra nós... Queria tanto voltar a sonhar junto com você. Sei que eu tinha tudo isso e coloquei tudo a perder... Só queria uma última chance pra te fazer a mulher mais feliz do mundo...

É eu ainda faço planos com ela... Pra ela pode parecer ridículo e utópico. Pra mim o sonho ainda não acabou.

Verdade

"Às vezes é preciso perder pra dar valor.
Chorar para aprender a amar.
Confiar para se entregar.
Ouvir para nunca gritar.
Todos irão sofrer um dia, para saber o verdadeiro sentido da felicidade!
Se sentir saudades procure.

Se sentir vontade faça.
Se tiver medo lute.
Se perder esqueça, mesmo que doa.
Mais Lembre-se que nunca é tarde para recomeçar."

A frase do começo desse texto é a mais clichê possível. Mas é também tão verdadeira. Infelizmente descobrir que eu fazia parte daquelas pessoas idiotas que precisavam perder para dar o devido valor. Verdade que dói.

31 de mai. de 2011

Medo



Uma mistura tão grande de sentimentos. Sinto-me só, fraco, rejeitado, no fundo do poço... Não tenho vontade de falar, compartilhar... À vontade de desaparecer e às vezes até de morrer e acabar logo com isso tudo. Hoje entendo o porquê das pessoas que matam e morrem por amor. Se a pessoa for desequilibrada, sofrer de algum distúrbio psicológico ou simplesmente deixar a emoção tomar conta certamente é capaz de fazer alguma besteira. Ao mesmo tempo uma vontade de fazer com que as coisas aconteçam logo. Uma pressa... Até agora não conseguir sair do lugar e tenho medo de que essa angústia não passe nunca. O pior é que está ainda muito recente... Espero que algo de bom apareça em breve.

...

Descoberta

Ao ler o texto de André Barcinski, crítico da Folha, consigo agora dar um nome a algo que eu já sentia e não sabia exatamente o que era. Era algo que me incomodava, me deixava inquieto, sem graça e certas vezes até causava uma repulsa. Essa sensação me ocorria por um filme que todo mundo via, por uma música que todo mundo cantava, um assunto que todo mundo comentava e por aí vai... O nome desse “mal”, se é que eu posso chamar assim, é “alegria coletiva”. O nome pode até passar algo como “nossa, você não gosta de ver as pessoas felizes?”, mas não é isso. Segue um trecho do texto abaixo e a partir dele fica fácil entender:

...Juro que, da primeira vez que vi o clipe (a Banda Mais Bonita da Cidade), não consegui assistir até o final. E a culpa não foi da música ou do chapéu do sujeito, mas de um estranho fenômeno psicológico que ocorre comigo, às vezes, e que bloqueia todas minhas funções motoras e mentais: a alegria coletiva.

Eu não agüento alegria coletiva. Me paralisa. Ver grupos de três ou mais pessoas exalando felicidade, por mais paradoxal que pareça, me deprime.

Alguns exemplos:

Jogos de vôlei: parei de jogar vôlei quando descobri que eu precisaria abraçar todos os jogadores do time em todos os pontos.

Festa de firma: a gente já sabe como acaba: com o chefe de gravata na cabeça, dando em cima da estagiária.
Viagens de turismo guiadas: Nada mais deprimente que seguir um guia segurando uma bandeirinha para não se perder do rebanho.

Refeições coletivas em restaurantes: Doze pessoas, doze pratos diferentes, brindes “à amizade”, pessoas tirando máquinas de calcular para somar a sua parte, e os inevitáveis espertalhões que tomam 15 chopes, deixam cinco reais na mesa e precisam sair correndo para “um compromisso”.

Meu caso não é dos mais graves. Mas é bom ficar atendo aos próximos sintomas.

Killing Me Killing You

Baby, have you seen, there is a snake in our paradise
A serpent that's wriggling between us and freezing our feelings to ice
And with each drop of blood we bleed because of this
Something so precious dies and it feels it really is

Killing me, killing you
Killing all we have
As our loves wither away
Burning me, burning you
Burning us to ash
Drowning us in a sea of flames

Darling, do you feel, there is a storm coming our way
The burning light between us is already starting to fade
The fire in our hearts is smothered by the rain
And the crimson flame of passion turns into something gray
And with each drop of blood our shattered hearts ever bleed
Something so precious dies and is lost eternally

Killing me, killing you
Killing all we have
As our loves wither away
Burning me, burning you
Burning us to ash
Drowning us in a sea of flames

Each teardrop from your eyes
Makes something inside me die
Each of these days that draws us apart
Takes a piece from my
Takes a piece from my heart

Kill me, kill me, kill me
Again with your love
And chase the storm away
Bring me, bring me, bring me
The end with your love
And haunt the demons away

Killing me, killing you
Killing me, killing you
Killing all we have
As our loves wither away
Burning me, burning you
Burning us to ash
Drowning us in a sea of flames

Kill me, kill me, kill me
Again with your love
And chase the storm away
Bring me, bring me, bring me
The end with your love
And haunt the demons away
 
By Sentenced

Estranho



Ontem pela primeira vez ela me fez sentir que eu não sou o “pai” do meu “filho”. Eu não quero ser “PAI”. Eu quero ser “O PAI” dele. Sei que tenho que amadurecer bastante, mas sei também que a coisa mais importante para qualquer filho é o amor. E isso eu tenho muito pra dar. Queria dizer “eu amo você” todos os dias pra ele. Mas por um instante ela me fez sentir tão impotente e distante... Parecia um estranho.

30 anos

Acho que ainda vou viver uns 45 anos. Muita coisa ainda vai acontecer. Exageros a parte, vou dizer que estou na metade de minha vida. E não paro de pensar... Como chego aos meus 30 anos e de uma hora para outra minha vida fica pelo avesso. Simplesmente a pessoa que mais amei em todos esses anos, que conheço a mais de 10 e que me fez tão feliz e homem não faz mais parte de minha vida. Na verdade, a pergunta deve ser essa: Como chego aos 30 anos e faço uma burrada dessa? Uma burrada que vou levar comigo para sempre. Fui burro. Quando me lembro de tudo que passamos juntos, o primeiro emprego dela, a jornada na faculdade, o filho lindo, as viagens, os finais de semana, a malhação... São tantas as coisas só nossas... É uma vida inteira de alegrias e tristezas, de sonhos e descobertas... É inacreditável que deixei toda essa felicidade pra viver uma “aventurazinha” de quinta categoria... E aos 30 anos. Parece que tinha que fazer uma merda dessa pra achar que “pronto aprontei”, vive intensamente minha vida. Hoje vejo que certas atitudes não têm volta. Acho que não vou me perdoar por isso nunca. Estava tudo dando certo e estávamos perto de finalmente ter a nossa vida, como sempre sonhamos. Um apartamento pra chamar nossos amigos e os amigos do nosso filho. Um lugar só nosso. Por mais que eu peça a Deus, o tempo não vai voltar e nunca me livrarei dessa cicatriz. Tenho tanto medo de ter relacionamentos e sempre procurar o “meu amor” e nunca encontrar. Ser eternamente infeliz... A única coisa que consigo pensar é que a quero de volta. O tempo é cruel, mas também cura. É isso.

30 de mai. de 2011

Dívida

Que merda é essa que fiz... Como fui covarde. Magoei a pessoa que mais me deu amor nesse mundo. Que foi a melhor companheira e amiga. A mais fiel e honesta. As vezes me perguntava se era merecedor de todo esse amor... A resposta tardou, mas não falhou. Não. Não sou merecedor desse amor. Sei que posso fazê-la feliz. Mas sempre estarei aquém e em dívida por tudo que ela fez por mim. Só faltou o "amém"...